2017 NOV 10
2017 NOV 13
2017 NOV 14

RESUMOS DOS SIMPÓSIOS DO 6º COLSEMI - 2017

Atenção:

  1. Os simpósios serão em dois dias: no dia 13/11/2017, das 16h30min às 18h30min, e no dia 14/11/2017, das 14 horas às 16 horas.
  2. Tempo máximo de apresentação: 15 minutos.
  3. Número de vagas por simpósio: 15 vagas.
  4. Quem for apresentar comunicação oral, deverá mandar a ficha de inscrição para o e-mail inscricao.6colsemi@gmail.com.

1. Semiótica Cognitiva: linguagem, comunicação e neurociências

Coordenadores: Claudio Correia e Glaucio Aranha
IES envolvida(s): UFS/SELEPROT e UFR
Local: Sala 1 - Bloco D

Resumo:
Este simpósio tem como objetivo reunir trabalhos alinhados com a Semiótica Cognitiva, quer como perspectiva para a análise, quer como reflexão epistemológica sobre este campo. A Semiótica Cognitiva é um campo emergente que busca estudar a produção de sentido por meio da aplicação convergente de teorias e métodos provenientes das diferentes abordagens da semiótica (p.e., Peirce, Greimas, Lotman, etc.) e das ciências cognitivas (neurociências, psicologia, linguística, filosofia e inteligência artificial). O simpósio propõe um olhar para os aspectos relacionados com os eixos: 1) linguagem (p.e., desenvolvimento, discursividade, funcionalidade, narratividade), 2) comunicação (p.e. processos comunicacionais/midiáticos e produção de sentido) e 3) neurociências (p.e. percepção, compreensão, interpretação, memória). A reunião dos trabalhos neste simpósio servirá para refletir sobre a Semiótica como uma ciência cujos princípios são fundamentais aos estudos cognitivos. Constituindo-se, também, como um tipo específico de Ciência Cognitiva, com princípios e teorias fundamentais para o entendimento dos processos de significação, representação e interpretação. São muitos os princípios que direcionam a Semiótica para um diálogo com as Ciências da Cognição, permitindo, dessa forma, a interdisciplinaridade e convergência entre suas teorias e métodos. Entre esses princípios podemos citar: o estudo da percepção, a organização simbólica dos processos de comunicação, a teoria geral dos signos, a geração das semioses, a geração dos interpretantes e a produção da cognição na mente dos intérpretes. Os trabalhos que irão compor o simpósio buscarão demonstrar que a Semiótica Cognitiva se apresenta como uma abordagem mais ajustada à análise dos fenômenos cognitivos, no tocante à complexidade disciplinar envolvida nas questões sobre produção de sentido, com foco nos mecanismos de engendramento das interpretações, por meio de um diálogo biopsicológico e humanístico.

2. Linguística sistêmico-funcional – ferramenta para o trabalho com a leitura, a produção de textos e a análise linguística

Coordenadores: Vania Dutra e Magda Bahia
IES envolvida(s): UERJ/SELEPROT
Local: Sala 2 - Bloco D

Resumo:
Este simpósio tem como objetivo reunir trabalhos que discutam as contribuições que a abordagem funcionalista da linguagem tem a oferecer no âmbito do ensino-aprendizagem das línguas, de uma forma geral, como língua materna, como língua estrangeira, como língua segunda ou como língua de herança. A aplicabilidade do instrumental da Linguística Sistêmico-Funcional para a leitura, a produção de textos e a análise linguística, em todos os níveis de ensino, vem mostrando-se produtiva. Por se caracterizar como uma teoria sociossemiótica, que prioriza a íntima relação da lexicogramática com a construção do(s) sentido(s) dos textos, a LSF permite compreender como variam as línguas, de acordo com o usuário e com as funções que essas línguas desempenham em diferentes situações comunicativas (HALLIDAY e MATTHIESSEN, 2004). Para tanto, o modelo de investigação proposto por este Simpósio representa uma tentativa de descrição do funcionamento da língua, examinando-a como entidade não suficiente em si e analisando sua estrutura linguística vinculada a seu contexto de uso. Essa abordagem confere especial relevância à correlação entre as propriedades das estruturas gramaticais e as propriedades dos contextos em que as estruturas linguísticas ocorrem. Assim, a chamada Gramática Sistêmico-Funcional, de base semântica, busca identificar como as estruturas da língua contribuem para a construção do significado do texto, em sua relação com os contextos (de situação e de cultura) em que se insere, com o objetivo comunicativo de seu enunciador e com a função social de seu gênero.

3. A semiótica, as inteligências múltiplas e o ensino da língua

Coordenadores: Darcilia Simões e Maria Suzett Biembengut Santade
IES envolvida(s): UERJ/SELEPROT e FIMI-FMPFM/SP/SELEPROT
Local: Sala 3 - Bloco D

Resumo:
Discussão das habilidades necessárias para a leitura de textos, segundo a teoria das inteligências múltiplas (Gardner) associadas à teoria da iconicidade (Simões). Considerações acerca das inteligências múltiplas e sua relevância no ensino da leitura e da escrita. Levantamento das qualidades dos signos verbais e não verbais na superfície textual. Levar-se-á em conta as seguintes inteligências: a) espacial (de localização no tempo e no espaço); lógicas (facilidade de cálculo e previsão, rapidez de raciocínio e produção de conclusão); musicais (habilidade de percepção sonora, com que se distingue não só um latido e um tiro, como também percepção dos fonemas das línguas); intrapessoais (quanto ao autoconhecimento); interpessoais (facilidade de interação com os pares). Identificação dos signos que funcionam como ícones ou índices de possíveis isotopias de interpretação.

4. Música e literatura: fronteiras e intersecções

Coordenadores: André Conforte e Lúcia Deborah
IES envolvida(s): UERJ/CPII/SELEPROT
Local: Sala 4 - Bloco D

Resumo:
A concessão do prêmio Nobel de Literatura ao cantor e compositor Bob Dylan, em 2016, trouxe novamente à ordem do dia o debate, em ambiente acadêmico ou não, acerca das relações entre música e literatura. Entendemos, no entanto, que a discussão ainda se pauta, em grande parte, pelo aspecto qualitativo das composições, como se bastasse uma letra de canção ter “qualidade” (em que pese o tom subjetivo desse juízo de valor) para que pudesse ser considerada, então, poesia (vale perguntar: na mesma chave de raciocínio, um poema ruim equivaleria, portanto, a uma letra de canção?). Entendemos, a partir dessa breve e incipiente reflexão, ser necessário ampliar o escopo da discussão, trazendo para o ambiente acadêmico estudos mais aprofundados sobre a relação intersemiótica que se estabelece, necessariamente, entre as letras de canção e a música que lhes serve de suporte, importante fator de diferenciação entre gêneros que se irmanam mas que também se diferenciam; incentivamos, ainda, as investigações sobre poemas que são posteriormente musicados, com todo o desafio que tal transposição representa, estudos sobre tradução de poemas e de canções, bem como trabalhos de análise estilística voltados para ambos os gêneros.

5. Leitura e produção textual : motivações e estratégias linguísticas e semióticas

Coordenadores: Tania Maria Nunes de Lima Camara e Fabio André Coelho
IES envolvida(s): UERJ
Local: Sala 5 - Bloco D

Resumo:
É por meio de textos que os membros de uma comunidade linguística interagem, influenciando aqueles com os quais entram em contato, direta ou indiretamente, e sendo por eles influenciados. Segundo Affonso Romano de Sant’Anna, em sua crônica Ler o mundo, “Tudo é leitura. Tudo é decifração”. Assim, se tudo quanto se apresenta à nossa volta pode ser lido e decifrado por ouvintes, leitores, espectadores, tudo pode também ser expresso por autores, utilizando códigos e linguagens das mais diferentes naturezas. O propósito do presente simpósio é promover reflexões e trocas de experiência entre professores e pesquisadores de Língua Portuguesa e de áreas afins em relação à utilização do texto, considerado em seu sentido mais amplo, em projetos desenvolvidos ou em andamento, relatos de experiência, propostas de trabalho. Espera-se reunir trabalhos que busquem analisar, em um córpus estabelecido, o papel que as escolhas sígnicas realizadas desempenham para a produção de sentido. Textos verbais, não verbais e híbridos, pertencentes a diferentes áreas da atividade humana, tais como música, pintura, quadrinhos, filme, texto literário, texto não literário, entre outras, comporão o universo que buscamos construir.

6. Semiótica, psicanálise e masculinidades

Coordenadores: Fábio Caim
IES envolvida(s): Cásper Líbero e Facamp/SP
Local: Sala 6 - Bloco D

Resumo:
As mudanças provocadas pela publicização espontânea ou intencional de imagens do masculino nos meios de comunicação estão fazendo emergir singularidades destoantes daquelas ditas tradicionais, de enraizamento patriarcal e, normalmente, vinculadas a conceitos pré-determinados como constituintes do que deveria ser o masculino. Por um lado, essas imagens indiciais podem representar mudanças comportamentais e sociais que estão acontecendo e que carecem de olhares mais atentos e pesquisas aprofundadas; por outro, elas também podem incentivar novos interpretantes que não estão sendo devidamente reconhecidos ou mesmo compreendidos na sua formação. Portanto, o objetivo desse simpósio é agregar discussões, estudos e análises na perspectiva das diferentes semióticas ‒ com foco privilegiado na de extração peirceana ‒ sobre as possíveis masculinidades ou singularidades do masculino que estão aparecendo nos diversos campos da comunicação social, isto é, nas diferentes plataformas de comunicação como Instagram, Facebook, blogs ou ainda nas linguagens mais “tradicionais” como telenovelas, jornais e anúncios publicitários. Discussões que estabeleçam relações e miscigenações entre semiótica e psicanálise, com a intenção de entender com mais profundidade as singularidades do masculino, serão bem vindas desde que estabeleçam vínculos consistentes entre as correntes teóricas usadas.

7. Português Língua Não Materna: descrição, ensino e formação de professores em perspectiva multidisciplinar

Coordenadores: Alexandre do Amaral Ribeiro e Marcelo Moraes Caetano
IES envolvida(s): UERJ
Local: Sala 7 - Bloco D

Resumo:
O Simpósio “Português Língua Não Materna: descrição, ensino e formação de professores em perspectiva multidisciplinar” reunirá trabalhos que apresentem reflexões teórico-práticas e/ou resultados de pesquisas cujo objeto de estudo seja a língua portuguesa em perspectiva não materna (língua adicional, língua de herança, língua estrangeira, segunda língua, entre outras). Interessam trabalhos que analisem: aspectos gramaticais, léxico-semânticos, pragmáticos, semióticos e interculturais relativos ao ensino do português para falantes/usuários de outras línguas, produção e seleção de materiais didáticos especializados, políticas de internacionalização do português brasileiro, produção textual em português como segunda língua. São de especial interesse propostas que articulem ensino e formação de professores.

8. Semiótica, análise de gêneros, leitura e produção escrita

Coordenadores: Eleone Ferraz de Assis e Adriano Oliveira Santos
IES envolvida(s): UEG/SELEPROT e IFRJ
Local: Sala 8 - Bloco D

Resumo:
Este simpósio temático busca integrar trabalhos sob a ótica semiótico-linguística, com foco na discussão sobre análise de gêneros textuais, leitura e produção escrita. Assim, o objetivo é congregar pesquisas e práticas educacionais com a linguagem que dialoguem com a perspectiva semiótico-linguística de ensino perpassada pelos gêneros textuais, de forma a abrir uma possibilidade de discussões sobre o ensino de língua contemporâneo, articulando trabalhos que apontem as diferentes formas de abordar os gêneros da escola básica à universidade a partir de práticas pedagógicas que demonstrem avanços na pesquisa brasileira. O simpósio propõe reunir trabalhos ancorados nos pressupostos teóricos dos gêneros textuais (BAKHTIN, 2003; BEAUGRANDE, 1997; DIONISIO, MACHADO e BEZERRA, 2002; DOLZ e SCHNEUWLY, 2004; MARCUSCHI, 2008) e da Teoria da Iconicidade Verbal (SIMÕES, 2009), dentre outros relacionados em conformidade com o percurso teórico-metodológico desenvolvido por cada um dos proponentes. Nesse sentido, pretende-se agregar estudos que contemplem questões relacionadas à formação do professor no contexto do ensino presencial e digital. Os trabalhos podem focalizar quaisquer aspectos semiótico-linguísticos relacionados à análise da estrutura de gêneros textuais, leitura e produção escrita, descrição lexicogramatical de textos, bem como o impacto dos contextos digitais para o ensino de Língua Portuguesa.

9. A semiótica de C. S. Peirce e os processos de investigação

Coordenadores: Priscila Monteiro Borges e Juliana Rocha Franco
IES envolvida(s): UnB e PUC-SP
Local: Sala 9 - Bloco D

Resumo:
A proposta desse simpósio é abordar a semiótica de C. S. Peirce como um método de investigação interdisciplinar. Podemos considerar que a interdisciplinaridade da semiótica de Peirce faz parte da sua própria criação, uma vez que foi extremamente afetada pela experiência de Peirce com diferentes campos da ciência. A diversidade de experiências forneceu as bases para que Peirce desenvolvesse uma teoria geral dos signos como teoria dos métodos de investigação para os mais diversos campos de pesquisa. As classes de signos de Peirce podem ser vistas como um caminho que guia a investigação. Elas não dizem respeito a signos particulares, mas a um processo geral de mediação sígnica que nos concede o poder de pensar. Nesse contexto, são bem vindos trabalhos puramente teóricos que desenvolvam uma reflexão sobre aspectos da semiótica de Peirce, quanto trabalhos que mostrem o uso ou o potencial uso da semiótica nos mais diversos campos científicos.

10. Semiótica e Ensino

Coordenadores: Aira Suzana Ribeiro Martins e Claudia Moura da Rocha
IES envolvida(s): CPII/SELEPROT/LITESCOLA e UERJ/FSBRJ/SME-RJ/SELEPROT
Local: Miniauditório - Bloco D

Resumo:
Atualmente, vivemos rodeados de uma multiplicidade de linguagens que se combinam, dando origem, a todo momento, a outras linguagens que se corporificam em novos gêneros de textos que caem rapidamente no domínio dos mais jovens. A riqueza de tecnologias e de linguagens, ao lado da multiplicidade de gêneros textuais, entretanto, acabou por torná-los indivíduos com um conhecimento fragmentado, pouca visão crítica e sensibilidade para perceber a diversidade responsável por nossa riqueza cultural. É comum encontrarmos alunos com grande dificuldade de compreender textos mais complexos ou elaborar escrituras com certa riqueza de informação e de originalidade. Este simpósio pretende reunir pesquisadores empenhados em utilizar em sala de aula várias modalidades semióticas, com vistas a levar o aluno a um enriquecimento cultural e lexical que possa auxiliá-lo a criar textos coesos, coerentes, ricos de informatividade e adequados às situações de interação.

11. Semiótica jurídica

Coordenadores: Aparecida Luzia Alzira Zuin
IES envolvida(s): UNIR/UFRJ
Local: Salão Nobre - Bloco F

Resumo:
A Semiótica Jurídica enquanto estudo introduzido no curso de Direito tem o objetivo de fazer entender que o Direito não é pura lógica, o que significa que as questões de ordem política, cultural, social e tecnológica, também devem permear a interpretação das leis e dos fatos da sociedade. Assim, a Semiótica Jurídica se mostra como uma área estratégica, como recurso importante para as decodificações dessas intercessões, haja vista possibilitar para aqueles que lidam com o Direito possam entender e identificar as interfaces entre os signos dos processos comunicativos e o sistema legal. Nesse sentido, a Semiótica Jurídica propõe o desenvolvimento de um caráter sistemático e não da mera aplicação de recursos de interpretação para a elucidação de problemas da área jurídica.

As investigações da Semiótica Jurídica abrangem, virtualmente, todas as áreas do conhecimento que envolvem as linguagens ou os sistemas de significação, como o caso em específico, do Direito (linguagem das leis, linguagem jurídica). Para isso a proposta desse simpósio tem o objetivo de apresentar as Teorias da Semiótica a fim de que o operador do Direito possa ter, dentre outras ferramentas de análise e compreensão dos textos e discursos jurídicos, um instrumental teórico de grande valia, porque para os estudos da Semiótica Jurídica, para além de entender o que o texto e/ou o discurso diz, merecem destaques os modos como se diz, o que diz, para quem diz, em que contexto; tendo em conta a produção de significados, que procura relacionar a linguagem jurídica com outros sistemas de signos de natureza humana ou não

12. Textualidade e humor: aspectos linguístico-discursivos

Coordenadores: Ana Malfacini e Marcelo Beauclair
IES envolvida(s): UERJ/CPII/SELEPROT
Local: Rav112 - Bloco F

Resumo:
No que tange à avaliação da produção de textos, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) se tornou o instrumento de avaliação mais importante hoje no Brasil, já que também determina a principal forma de acesso de um estudante ao nível superior. Nesta pesquisa, tomamos a informatividade, um dos elementos de textualidade centrado no usuário (cf. Beaugrande e Dressler, 1981), como fator determinante para esse estado de coisas. Segundo Fávero (1985), a informatividade cumpre um importante controle na triagem lexical e arranjo sintático-semântico dos textos. Assim, ao estudar textos que obtiveram nota máxima no exame, nossa hipótese é de que, quanto menor o nível de previsibilidade que apresentarem, melhor será a configuração final do texto no que tange não apenas aos aspectos discursivos, mas também aos aspectos linguísticos que o materializam no nível da expressão. Sob a perspectiva da argumentação, quanto maior o grau de informatividade, maior deverá ser a força argumentativa, no nível discursivo, pois o texto estará em pleno diálogo com a problemática maior em que se insere o assunto da redação. Cumpre salientar que escolhemos o tipo textual supracitado em virtude de ser este o que mais aparece nos processos de seleção para acesso ao nível superior. Entretanto, a estanqueidade do currículo escolar brasileiro parece fazer com que os alunos normalmente não articulem o conhecimento adquirido na sua formação escolar, como é exigido explicitamente na redação do ENEM. Dito isso, espera-se que o resultado desse estudo gere um material voltado para a formação docente, a qual necessita não só de um suporte teórico-metodológico para compreender as mudanças recentes ocorridas no âmbito, mas principalmente de um material de consulta sólido para conduzir suas aulas no Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

13. Tradução: aspectos linguísticos e semióticos

Coordenadores: Aparecida Cardoso e Alcebíades Martins Arêas
IES envolvida(s): UERJ/FSBRJ/SELEPROT
Local: Rav114 - Bloco F

Resumo:
De acordo com Roman Jakobson, o significado de um signo linguístico é dado pela tradução desse signo por um outro que lhe permita desenvolvimento mais completo. Para ele, o signo verbal pode ser traduzido/interpretado por signos da mesma língua, por signos de outra língua ou por outro sistema de símbolos. Em sua opinião, existem três tipos de tradução: intralingual, interlingual e intersemiótica. A primeira evoca a ideia de paráfrase uma vez que implica reescrever um texto a partir dos signos de uma mesma língua; a segunda passa pelo conhecimento tradicional da tradução como um processo pro meio do qual um texto é passado de uma língua para outra; a terceira corresponde à transposição de signos textuais para signos não verbais. Tendo em vista essas concepções de tradução, propomos um diálogo em torno das contribuições da prática tradutora para os estudos linguísticos e semióticos e da importância do tradutor como mediador dessa prática.

14. Semiótica e análise do discurso

Coordenadores: Ana Poltronieri e Thiago Oliveira
IES envolvida(s): IFFluminense/SELEPROT e IFFluminense/UENF
Local: Sala 11038 - Bloco F

Resumo:
A semiótica, reconhecida grosso modo como a disciplina que estuda os signos verbais e não verbais, vincula as suas pesquisas em diferentes áreas, tais como a imagem, a comunicação, as cores, a cultura, a música, entre outros sistemas enunciativos. Nesse sentido, compreende-se a razão pela qual a semiótica, ou semióticas, é considerada uma disciplina multidisciplinar, visto que sua interface comporta diferentes áreas. Entre essas áreas, chamam a atenção as que se ligam ao estudo do discurso, seja na linha da própria semiótica, como a semiótica discursiva, conhecida como semiótica greimasiana, seja nas diversas linhas da análise do discurso, como a AD francesa e a Análise Crítica do Discurso. Nessa perspectiva, entende- se o termo “discurso” como o espaço no qual os signos ficam latentes, em sua concretude semântica, e, consequentemente, os sentidos se constroem e se relacionam. Nesse sentido, este simpósio pretende congregar pesquisas que relacionem as teorias do discurso e da semiótica com a literatura, a retórica, a publicidade, o cinema e outros modos de expressão que circulam em nossa sociedade.

15. Estilística e semiótica: uma interseção profícua

Coordenadores: Claudio Artur O. Rei e André Crim Valente
IES envolvida(s): UNESA/UERJ/SELEPROT
Local: Miniauditório PGD - Sala 11115 - Bloco F

Resumo:
A Estilística não existe para impor normas sobre como deve ser o discurso, isso compete às Retóricas, que dizem, por exemplo, o que é concisão, como obtê-la e que efeitos dela tirar, principalmente na argumentação (Plebe; Emanuele). Mas a Estilística não é normativa, não estabelece se a concisão é desejável no discurso, apenas analisa-lhe determinados usos. É preciso avaliar a normatividade de forma consequente, pois ela não é, em essência, ruim ou boa. Que existe uma variação, no tempo e no espaço, no que tange à vida de uma língua, isso é inegável, e é sempre difícil estabelecer qual é o “grau zero da escrita”: é a norma culta, a científica ou a popular? Levar em conta, como o faz Jean Cohen (1974), ou seja, considerar o discurso científico como “norma”, contrapondo-se ao discurso literário como “desvio”? Seria, no nosso ponto de vista, incorrer numa impropriedade classificatória, pois se confrontam, entre si, dois discursos que são de naturezas distintas, cada qual possuindo caracteres e escopos próprios, uma vez que a linguagem literária não se afirma em oposição à linguagem normal, mas é uma sobreposição de linguagens em que manifestam estruturas complexas. Apoiados na Teoria da Iconicidade Verbal (Simões), podemos mostrar aos alunos, por exemplo, como a linguagem poética é constituída por uma estrutura complexa, pois acrescenta ao discurso linguístico um significado novo, surpreendente. Além disso, o signo linguístico não tem, como na língua comum, um caráter convencional e arbitrário, mas sua essência é a “iconicidade”, a capacidade de estabelecer não apenas uma configuração entre significante e significado, mas de semantizar triadicamente os elementos do sistema semiótico natural, pois apresenta polivalência (D’Onofrio). O poético apresenta-se como um feixe de possibilidades significativas, instaurando um processo de semiose ilimitada, pois encerra no seu núcleo sêmico a coocorrência de dois polos de uma oposição, abraçando-se, assim, todo um universo estilístico-semiótico: do verbal ao não verbal, do literário ao não literário.