2017 NOV 10
2017 NOV 13
2017 NOV 14

MINICURSOS DO 6º COLSEMI - 2017

Minicursos - Dia: 10/11/2017 - Horários: 09 às 12h e 14 às 17h
Carga Horária: 03 Horas.

MINICURSOS TURNO DA MANHÃ – 09 às 12h

Variação e Mudança Linguísticas: do Português Arcaico ao Português Moderno

Docente(s): Paulo Osório
IES envolvida(s): Universidade da Beira Interior (Portugal)
Local: Sala 6 - Bloco D

Resumo:
O minicurso pretende equacionar a trajetória da língua portuguesa no espaço e no tempo. No que se refere ao espaço, far-se-á uma análise da variação dialetal do português, destacando-se as principais características (sobretudo fonético-fonológicas) da língua portuguesa nos diferentes dialetos considerados. Quanto à variação no tempo, observar-se-á o português desde as primitivas produções escritas (séculos XII/XIII) até ao português moderno, observando-se, igualmente, fenómenos de mudança linguística com particular relevo para a mudança sintática. Operar-se-á com os princípios teórico-metodológicos da Sociolinguística, muito particularmente da Sociolinguística Histórica, aliando-se ainda aos contributos da própria Pragmática Histórica. Analisar-se-ão textos, em português, de diferentes tempos e espaços como forma de ilustração de alguns construtos teóricos aduzidos.

Palavras-chave: Variação, Mudança; Sociolinguística; Língua Portuguesa.

Alguns aspectos da revisão de textos acadêmicos

Docente(s): Maria Aparecida Cardoso Santos (cardoso.aparecida@gmail.com)
IES envolvida(s): UERJ/FSB/SELEPROT
Local: Sala 1 - Bloco D

Resumo:
O revisor de textos acadêmicos exerce a importante função de mediar a comunicação entre autor e leitor a partir dos mecanismos garantidores de clareza do texto. Sendo assim, é importante que não se perca de vista que revisão e autoria são coisas bastante diferentes e que ao revisor de um texto acadêmico cabe um trabalho com a forma em favor do conteúdo, mas não necessariamente um trabalho sobre o conteúdo propriamente dito. Diante dos impasses, cabe ao revisor indicar possibilidades de reescritura que surgem a partir do seu conhecimento de mundo construído por meio do conhecimento teórico associado à prática. A partir da constatação da importância de revisão como mediação, propomos uma breve abordagem teórica e prática do tema a partir de exemplos retirados de textos submetidos para a publicação.

Palavras-chave: Texto. Revisão. Mediação. Reescritura.

Pós-Modernismos nas Histórias em Quadrinhos

Docente(s): Afrânio da Silva Garcia (afraniogarcia@gmail.com)
IES envolvida(s): UERJ/SELEPROT
Local: Sala 3 - Bloco D

Resumo:
Os últimos quarenta anos podem muito bem ser chamados de “era da desilusão”. Após um período no Século XX em que se tinha grandes esperanças na guerra, veio um período em que se tinha grandes esperanças na paz, culminando com o tempo dos hippies, do movimento dos direitos civis e do paz e amor. A partir de meados dos anos setenta, porém, perdeu-se a esperança num futuro brilhante e passou-se a viver exclusivamente para o presente, procurando apenas nos adaptar e habituar a viver com as imperfeições, erros e misérias que a vida nos destina, desde as pichações nos muros até o tráfico de drogas desenfreado e a miséria crescente, praticamente em todas as grandes cidades do mundo. Nesse contexto, as histórias em quadrinhos tiveram que se modificar, já que um herói tornou-se uma coisa inviável num mundo em que o indivíduo significa muito pouco (e a propaganda insiste em apresentar o indivíduo como algo ainda mais insignificante) e há muito pouca aventura possível para aqueles que não controlam o poder. Assim sendo, as histórias em quadrinhos pós-modernas mostram: violência desenfreada; ignorância e escatologia, impotência e servidão, o nada do fim do Século XX e a confusão egocêntrica do Século XXI, onde o ser dá lugar ao parecer e, na perspectiva praticamente hegemônica atual, ao aparecer, num tempo em que cidadãos tornam-se consumidores e o espetáculo supera a realidade.

Palavras-chave: Pós-Modernismo, histórias em quadrinhos, desilusão, niilismo, espetáculo.

Experiências de tradução nos Jogos Olímpicos 2016

Docente(s): Satomi Kitahara(kitaharasatomi@gmail.com)
IES envolvida(s): UERJ
Local: Sala 4 - Bloco D

Resumo:
Trabalhei durante a Rio 2016 como pesquisadora para NHK (Nippon Hoossou Kyokai), estatal e maior emissora de TV e Rádio do Japão. Atuei como pesquisadora para a equipe da TV NHK na área cultural e linguística das cerimônias de abertura e encerramento nos Jogos Olímpicos Rio 2016. O nível de audiência das duas cerimônias atingiu mais de 30% no Japão; ou seja, um em cada três japoneses assistiu essas cerimônias transmitidas ao vivo, com narração em língua japonesa. Normalmente, a emissora de TV recebe um caderno chamado “Media Guide”, com o roteiro do programa das cerimônias, um ou dois dias antes do evento. Contudo, o trabalho do pesquisador não se limitou à tradução desse Media Guide. Foi necessário fornecer todas as informações, explicações e materiais complementares em japonês para que o diretor japonês da TV pudesse criar um roteiro e script para os apresentadores japoneses seguirem durante as transmissões ao vivo. Nesse minicurso, falaremos como trabalhei com os seguintes tópicos que apareceram nas duas cerimônias: - Gambiarra para japonês saber- Quem é o Santos Dumont ?- Samba do Avião, de Tom Jobim, que não tem ritmo de Samba.... – Passinho; - Maracatu; - “A Flor e Náusea”, de Carlos Drummond de Andrade; - Música de Pastrinhas; - Carmen Miranda; - Milhares de DJ; - Saudade; - Bonecos de barro. Surgiram também os seguintes itens, que não exigiram maiores explicações: Arte de Burle Marx, Oscar Niemyer, performance das Escolas de Samba e beleza de Gisele Bündchen.

Palavras-chave: Tradução, pesquisa, media guide, língua japonesa.

Leitura e produção de sentidos: o papel da Semiótica, da Semântica e da Pragmática

Docente(s): Claudia Moura da Rocha (claudiamoura@infolink.com.br)
IES envolvida(s): UERJ/FSBRJ/SME-RJ/SELEPROT
Local: Rav112 - Bloco F

Resumo:
Muitos textos do cotidiano caracterizam-se pela multiplicidade de signos (além do linguístico, uma variada gama de outros signos não verbais e de novas linguagens se entrecruzam na tessitura textual); o professor, perante essa nova realidade, se depara com a necessidade de levar seu aluno a desenvolver um letramento multissemiótico (ROJO, 2009), que ultrapassa a mera decodificação do signo verbal, permitindo também que seja capaz de ler não somente o que está explícito na superfície textual como também o que se encontra implícito. Para tanto, a Semiótica, como a ciência geral dos signos, considerando-se a vertente proposta por Peirce (2005), a Semântica e a Pragmática têm muito a oferecer no que concerne à leitura e à produção dos sentidos do texto. Partindo dessa premissa, nosso objetivo é propor uma análise textual baseada nas contribuições dessas três ciências. A primeira, por possibilitar a abordagem dos signos em geral; a segunda, por se concentrar no signo verbal, mais especificamente no que está inscrito na superfície textual; e a terceira, por explicar o que não está inscrito na superfície do texto, ao contrário, levando em consideração as informações implícitas, dependentes do contexto ou da situação, mas que são fundamentais para a atribuição de sentido ao texto.

Palavras-chave: Leitura. Letramentos multissemióticos. Semiótica. Semântica. Pragmática.

O mau aproveitamento das propagandas nos livros didáticos de língua portuguesa

Docente(s): Claudio Artur O. Rei (arturrei@uol.com.br)
IES envolvida(s): UNESA/SELEPROT
Local: Rav114 - Bloco F

Resumo:
O presente minicurso é fruto de uma participação numa mesa-redonda ocorrida em 2010. Fomos convidados para integrá-la e enfocaríamos o papel da mídia no processo de ensino de língua. Cada membro da mesa decidiu sobre o que falaria, para não cairmos na repetição. Começamos a analisar as possibilidades: quem era o público alvo? Alunos e professores do curso de Letras dessa Instituição. Tendo posse dessa informação, elaboramos algumas diretrizes: qual seria o enfoque? Prática ou Teórica? Como seduzir os ouvintes num assunto que tanto discutem em sala de aula, sem cair no lugar comum? Com todos esses questionamentos em mente, decidimos, então, apresentar algo que fosse uma mescla entre a teoria e prática. Assim, elegemos, como tema, uma crítica ao mau aproveitamento da mídia nos exercícios dos livros didáticos. Todavia, surgiu o primeiro dilema: trabalharíamos com Ensino Médio ou Ensino Fundamental? Elegemos o primeiro. Surgiu, então, outro: livro didático ou gramática pedagógica? Optamos pela gramática, visto que os livros didáticos trazem conteúdo de Literatura e Produção Textual. Tendo feito nossas eleições; faltava escolher a gramática e o tópico, para que delimitarmos o enfoque. Assim, após análises, selecionamos o tópico Substantivo, da 8ª edição da Gramática da Língua Portuguesa, Roberto Mesquita. Desprezamos a conceituação teórica e partimos para os exercícios, nosso objetivo de análise, pois temos consciência de que a abordagem conceitual está sempre voltada para uma visão mais normativa, nos aspecto mais formal, raros são os casos de autores que abordam aspectos mais pragmáticos, mais semânticos ou efeitos estilísticos.

Palavras-chave: Ensino de Língua Portuguesa; mídia; livro didático; substantivo.

O ensino da Redação em escolas de nível médio: problemas, dúvidas e métodos.

Docente(s): Rosane Reis de Oliveira (rosane@saberdinamico.com.br)
IES envolvida(s): Dinâmico Centro de Ensino/SELEPROT
Local: Rav112 - Bloco F

Resumo:
Nas escolas de ensino médio, os professores ministram aulas teóricas, mas há pouco (ou quase nenhum) treinamento. Escrever bem é resultado de uma técnica elaborada que precisa ser adquirida com muito treino. O conhecimento da norma gramatical da língua portuguesa apresenta falhas e lacunas conceituais que se refletem na redação dos discentes. Análise das falhas mais graves na formulação das sentenças pelo pouco ou nenhum conhecimento de normas gramaticais, imprescindíveis a uma boa construção de conteúdo. Estratégias argumentativas e toda variedade de teorias que ajude os alunos a compor suas redações. Como orientar os alunos pelo viés da gramática, ilustrando os desvios com suas próprias produções.

Palavras-chave: redação; normas gramaticais; método; treinamento

MINICURSOS TURNO DA TARDE – 14h às 17h

Formatação eletrônica de textos

Docente(s): Érica Góes (erigoes91@gmail.com) e Raphael Fernandes (fernandesrraphael@gmail.com)
IES envolvida(s): UDT-Labsem
Local: Sala 2 - Bloco D

Resumo:
Explorando ferramentas do Microsoft Word, demonstrar-se-ão como: dimensionar folhas e margens, numerar páginas, produzir e aplicar estilos, inserir notas de rodapé ou fim e orientar a inserção de ilustrações e respectivas legendas. Serão consideradas as exigências para artigos acadêmicos e normas ABNT para referências.

Palavras-chave: produção e aplicação de estilos, formatação, ferramentas do Word.

Figuração de personagens em mundos possíveis do insólito ficcional: processos de composição de personagens na ficção de Mia Couto

Docente(s): Flavio García (flavgarc@gmail.com) e Luciana Morais da Silva (luciana.silva.235@gmail.com)
IES envolvida(s): Grupo de Pesquisa, Diretório CNPq, “Nós do Insólito: vertentes da ficção, da teoria e da crítica”
Local: Sala 7 - Bloco D

Resumo:
Propõe-se, no universo dos Estudos Narrativos, observar – no interior das estratégias de armação de Mundos Possíveis a que recorre o escritor moçambicano Mia Couto, com privilégio para sua contística – os processos de composição de personagens empregados pelo autor; os quais implicariam vincular o texto ao Insólito Ficcional, observando-se a proeminência da categoria personagem em relação às demais categorias básicas da narrativa – tempo e espaço – ou, mesmo, à ação.
Entendem-se, para tanto, os Estudos Narrativos como escola ou movimento crítico, de fundamentação teórica e metodológica, posterior à Narratologia Semiológica; os Mundos Possíveis como a cena em que se fazem representar, lato sensu, os diferentes elementos da diegese, em relações intensional e extensional com os mundos referenciais de base, tomados por pano de fundo pelo escritor; o Insólito Ficcional como uma vasta e ampla diversidade de vertentes que abrange, a grosso modo, gêneros ou subgêneros narrativos como o Gótico, o Maravilhoso, o Estranho, o Fantástico, o Realismo Maravilhoso ou Animista etc.; os processos de figuração de personagens – figuração – como conjuntos de estratégias que envolvem desde a descrição ou caracterização básicas até diferentes mecanismos narrativos, dentro os quais se podem elencar fluxos de consciência, impressões de narrador ou personagens, informações expressas em diálogos, nomeação ou adjetivação, dentre outros mais, espraiados ao longo do texto.
O projeto literário de Mia Couto tem sido visto, por certa parcela da crítica, como associável a vertentes do insólito ficcional. As personagens compostas pelo autor, especialmente em sua contística, destacam-se como elemento determinante para a inscrição da narrativa em tal ou qual gênero ou subgênero, aparecendo, inúmeras vezes, com apreciável relevo desde o título.
Espera-se, portanto, demonstrar, em determinado recorte, como o escritor moçambicano exerce seu mister dessa maneira, abrindo-se espaços para avanços em novas pesquisas e discussões.

Palavras-chave: Estudos Narrativos. Mundos Possíveis. Figuração de Personagens. Insólito Ficcional. Mia Couto.

Tradição gramatical: uma perspectiva histórica

Docente(s): Thiago Soares de Oliveira (so.thiago@hotmail.com)
IES envolvida(s): Instituto Federal Fluminense
Local: Miniauditório - Bloco D

Resumo:
É comum que a tradição gramatical seja tratada por alguns estudiosos da linguagem a partir de um matiz que a considera mais voltada à perpetuação de dogmas antigos que sobreviveram à passagem do tempo, não aderindo à revolução epistemológica que aponta para a diversidade e para a funcionalidade das inúmeras variedades linguísticas não contempladas institucionalmente pela norma-padrão. Ocorre que, desvinculada dos pressupostos históricos de emergência da gramática normativa, essa visão a respeito da tradição gramatical acaba escamoteando pontos relevantes que são capazes de explicar por que recai sobre a tradição o peso do "primitivo". Nesse sentido, pretende-se abordar acerca da gênese da tradição gramatical com base na perspectiva histórica, mas buscando na atualidade exemplos que demonstrem o comportamento da tradição diante de outras instituições normativas.

Palavras-chave: Tradição gramatical; Norma-padrão; Perspectiva histórica.

Multiletramentos no ensino de português língua não materna

Docente(s): Alexandre do Amaral Ribeiro (alexandreribeiro@nupples.pro.br)
IES envolvida(s): UERJ
Local: Salão Nobre - Bloco F

Resumo:
Este minicurso trata da proposição e organização de atividades de aulas de português como língua não materna na perspectiva dos multiletramentos. Apresenta concepções de cultura e de multiletramento e suas implicações para o ensino de línguas (português língua não materna) em um mundo globalizado. Aborda questões teóricas e práticas sobre metodologias de ensino e uso de materiais didáticos para o ensino de português a falantes de outras línguas.

Palavras-chave: Multiletramentos, ensino de línguas, português língua não materna.

Análise de textos assistida pelo computador

Docente(s): Tania Shepherd (tania.shepherd@gmail.com) e Patrícia Bertolli (pbertoli.uerj@gmail.com)
IES envolvida(s): UERJ
Local: Sala 11038 - Bloco F

Resumo:
O objetivo geral deste minicurso é introduzir conhecimentos e técnicas básicas ao estudante, professor ou pesquisador das Humanidades e Ciências Sociais sobre a coleta de grandes quantidades de textos digitais ou digitalizados e apresentar formas de análise para esses conjuntos de textos, com o auxílio de programa de computador. Os objetivos específicos do minicurso são introduzir o analista iniciante às variadas possibilidades de se trabalhar com dados textuais. Um segundo objetivo é mostrar como uma análise informada por programa de computador pode iluminar as práticas de linguagem e as práticas discursivas de uma sociedade. Para tal, o minicurso mostrará como montar um corpus e/ou como trabalhar com corpora existentes, e quando fazer ambos. Mostrará também o que extrair de um corpus para sua iluminar sua natureza. Será feita exemplificação da extração de palavras-chave e fraseologias típicas de determinados gêneros e será mostrado como essa extração pode ajudar o analista.

Palavras-chave: Corpus digitalizado; análise da linguagem; computador.

As expressões idiomáticas e o ensino de língua

Docente(s): Aira Suzana Ribeiro Martins (airamartins@uol.com.br)
IES envolvida(s): Colégio Pedro II SELEPROT/ LITESCOLA
Local: Rav114 - Bloco F

Resumo:
O desconhecimento do léxico e o uso figurado da palavra são fatores que oferecem grande dificuldade para a compreensão de um texto, sobretudo entre leitores mais jovens. As expressões idiomáticas, comuns na oralidade e em textos escritos, muitas vezes, levam o leitor a equívocos de leitura e compreensão, sobretudo pelo emprego metafórico da palavra e também na aprendizagem de um segundo idioma. Essas frases são marcas de uma cultura e de um tempo. Desse modo, seu conhecimento é necessário, não só para o entendimento do texto escrito como também para as situações de interação social. Com base em obras de autores que se dedicam a pesquisas de fraseologia, léxico e semântica, pretendemos apresentar relato de projeto sobre expressões idiomáticas, desenvolvido em turmas do Ensino Fundamental, com abrangência em leitura, produção textual e ensino da língua.

Palavras-chave: Expressões idiomáticas; Leitura; Produção textual; Ensino de língua.